segunda-feira, 19 de maio de 2014

Ciclovia "Casa da Mãe Joana".

Toda rua tem nome, não é mesmo? Pensando nisso me surgiu a ideia de batizar também uma ciclovia. A da Av. Mundurucus, a única inaugurada pela prefeitura de Belém nos últimos anos.
Ocorre que, percorrendo seu caminho, é facilmente observado que a ciclovia é de todo mundo. É uma ciclovia republicana, por assim dizer!
É do pedestre que para na faixa, dentro da ciclovia, esperando o sinal abrir; é do motoqueiro que pra fugir do engarrafamento a utiliza como atalho; é do outro motoqueiro que parou pra deixar uma encomenda (“rapidinho!”, segundo ele); é do carroceiro que deu uma paradinha pra juntar um entulho jogado nas ruas; é do motorista de táxi que parou “só um minutinho” pra pegar um cliente; é do moço que entrega gás naqueles carrinhos de pequeno porte; às vezes, é até da viatura da PM que estaciona pra fazer a fiscalização e a segurança pública da cidade; é das latas de lixo, aquelas grandes, deixadas na frente dos condomínios perto de São Brás; é do carro do lixo que para na ciclo faixa ao fazer a coleta; é dos ônibus que “sem querer” colocam um lado de suas rodas pra dentro da ciclovia; é dos carros particulares que a utilizam pra estacionar na frente das casas ou na frente dos lanches e bares da Mundurucus; etc...
Em resumo: a ciclovia da Mundurucus é de todo mundo. Se a gente parar pra pensar, pode ser até que ela também seja dos ciclistas, tanto que esses não atrapalhem todo o resto de cidadãos citados aqui em cima. Os muitos e muitos ciclistas que usam a via como corredor de transporte alternativo para o trabalho, evitando assim o pagamento de muitas passagens de ônibus todos os dias. E por falar em passagens de ônibus, informo a tod@s que ela já está mais cara nesta segunda-feira de Santa Maria de Belém do Grão-Pará.
Pensando em tudo isso é que tive a ideia de batizar a ciclovia da Mundurucus. Pensei em vários nomes, inclusive em homenagear familiares da atual administração pública. Mas, tendo em vista as características citadas, poderíamos lhe chamar de ciclovia “Casa da Mãe Joana”, pois, como muitas coisas em Belém na atualidade, a ciclovia não é de ninguém e é de todo mundo ao mesmo tempo.
Fica a sugestão para a prefeitura. Tenho certeza que será mais um bela homenagem à cidade de Belém, nas vésperas de seu aniversário de 400 anos.

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