Os beijos que já não lhe dou
são apenas deslembranças de um tempo que na existe mais.
São fragmentos de um pó, do mofo,
o pó do tempo do que ficou pra trás!
Blog para reflexões ludo-telúrico-etílico-filosófico-poético-existenciais, ou seja, pra falar tudo que mim comigo mesmo gostaria de falar. Mas todos serão bem vindos!
domingo, 18 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
terça-feira, 13 de março de 2012
Poema de um boêmio alucinado
Por Fabio Pessoa
Hoje é o último dia
Dizem os recados dos credores
Hoje é o último dia de hoje
O primeiro de tantos outros
Que só quem ama sabe a razão de ser...
Hoje me alegro com a tristeza daqueles
que sabem que a vida é só uma
E que a tristeza passa
Como passam os ventos que anunciam um novo dia. (Fábio Pessôa)
Para Tony Leão da Costa, Maurício Leal Dias, Sergio Martins
Hoje é o último dia
Dizem os recados dos credores
Hoje é o último dia de hoje
O primeiro de tantos outros
Que só quem ama sabe a razão de ser...
Hoje me alegro com a tristeza daqueles
que sabem que a vida é só uma
E que a tristeza passa
Como passam os ventos que anunciam um novo dia. (Fábio Pessôa)
Para Tony Leão da Costa, Maurício Leal Dias, Sergio Martins
quarta-feira, 7 de março de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
Sobre o juiz que condenou Lúcio Flávio Pinto
Fico a me perguntar como um juiz tem a coragem de usar termos como “pateta” e “bestalhão” para referir-se a um jornalista do status de Lúcio Flávio Pinto!!!
Eu de minha parte diria apenas uma coisa sobre esse caso: possivelmente este juiz vai ficar registrado na história da Amazônia como um personagem menor, aquele tipo de personagem que entra pela porta de trás dos grandes acontecimentos! Será provavelmente aquele tipo de personagem do qual não citaremos sequer o nome! Falaremos apenas, por uma necessidade factual, que foi o “tal juiz” que tentou prejudicar mais uma vez a luta por um jornalismo engajado e justo na Amazônia.
Creio que será como mais um personagem que entrará apenas como um número na estatística dos que fazem de sua função pública um mero serviço para os poderosos de plantão!
No final desta história toda ficará de um lado a vergonha (nossa) sobre aqueles que aparentemente se submetem a mediocridade do juízo e ao desmando dos poderosos, supostamente fazendo o papel de empregados menores do capital, e de outro lado ficará o nome de repórteres como Lúcio Flávio Pinto!
Este último sim entrará pela porta da frente da história das grandes lutas pela Amazônia, mesmo que durante a sua vida toda tenha levado “sopapos” dos poderosos e desejo de “sopapos” de quem deveria fazer justiça!
Mais detalhes sobre as afirmações do juiz no facebook, aqui.
Eu de minha parte diria apenas uma coisa sobre esse caso: possivelmente este juiz vai ficar registrado na história da Amazônia como um personagem menor, aquele tipo de personagem que entra pela porta de trás dos grandes acontecimentos! Será provavelmente aquele tipo de personagem do qual não citaremos sequer o nome! Falaremos apenas, por uma necessidade factual, que foi o “tal juiz” que tentou prejudicar mais uma vez a luta por um jornalismo engajado e justo na Amazônia.
Creio que será como mais um personagem que entrará apenas como um número na estatística dos que fazem de sua função pública um mero serviço para os poderosos de plantão!
No final desta história toda ficará de um lado a vergonha (nossa) sobre aqueles que aparentemente se submetem a mediocridade do juízo e ao desmando dos poderosos, supostamente fazendo o papel de empregados menores do capital, e de outro lado ficará o nome de repórteres como Lúcio Flávio Pinto!
Este último sim entrará pela porta da frente da história das grandes lutas pela Amazônia, mesmo que durante a sua vida toda tenha levado “sopapos” dos poderosos e desejo de “sopapos” de quem deveria fazer justiça!
Mais detalhes sobre as afirmações do juiz no facebook, aqui.
domingo, 4 de março de 2012
Pedra na janela da amada!
“Antes de existir o computador existia a TV”
Já disse o poeta de forma mais que acertada!
Pois que digo: antes de existir telefone, e-mails, MSNs,
Existia a pedra, pra ser jogada na janela da amada!
Já disse o poeta de forma mais que acertada!
Pois que digo: antes de existir telefone, e-mails, MSNs,
Existia a pedra, pra ser jogada na janela da amada!
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Juventude
Com o tempo tendemos a congelar determinados conceitos morais, estéticos e políticos. Isso impede, por vezes, que percebamos as transformações da história viva, pois tendemos a naturalizá-la. Esse é o primeiro efeito da ideologia na vida das pessoas: a naturalização das estruturas hegemônicas. O nome disso tudo pede ser denominado “velhice” e não coincide necessariamente com a idade biológica. Num mundo de estruturas desiguais petrificadas a juventude sempre será uma possibilidade. Ela também não coincide necessariamente com o tempo biológico de um indivíduo. A juventude brejeira e risonha será sempre a rebeldia do mundo!
sábado, 25 de fevereiro de 2012
No exato instante
No exato instante em que a bala atravessa a epiderme, a derme e o tecido adiposo de qualquer parte de teu corpo... No momento exato, no exato instante em que o metal escaldante corta e queima célula a célula em frações de segundo, rompendo vasos, fragmentando ossos, adentrando em miolos, neutralizando neurônios, esmagando substancias, espatifando carne, triturando pele, explodindo olhos, corroendo pensamentos... Neste exato instante, enquanto a bala atravessa a cabeça de um lado a outro, aproveitando-se por vezes dos caminhos dos orifícios pré-existentes, do canal do ouvido, do nariz ou dos olhos, espatifando as paredes do organismo... Neste exato instante...
No instante exato em que a faca rompe as barreiras da pele e adentra bravamente a barriga, rasgando tudo, lubrificando de sangue seu caminho metálico-cintilante... Neste exato instante em que as tripas se rendem e a dor se atiça, no momento em que as entranhas vêem o mundo externo e a merda se espalha nas cartilagens, nos órgãos, na pele, nos poros... No momento em que a bosta sai de seu ritmo natural rumo ao reto e em que o metal cintilante trepida, esbagaça, embaralha, sacode, arrebenta tudo que tem dentro de teu corpo pré-defunto... Neste exato instante...
No exato instante em que o câncer carcomeu toda a matéria e espalhou-se nos órgãos profundos, levando à longa e dolorosa agonia... Na hora em que o pus se liberta da prisão tumoral que viveu por meses e se espalha levando fetidão ao organismo e correndo nas artérias como um sangue podre, pervertido, corrupto, maldoso, gangrenado, putrefato... No momento em que a dor amiga, que deixou vivo o organismo que já não realizava nada, abandona o corpo e nem nada mais sobra além de podridão... Neste exato instante...
No exato momento em que a morte decepa a tua cabeça e por uma micro-fração de segundo, enquanto teu crânio rola de teu pescoço ao chão em movimentos circulares, de rotação, batendo em peito, barriga, pernas, pés e terra... Neste exato instante enquanto os olhos de defunta cabeça ainda assistem o espetáculo bárbaro de teu fim, quando não é mais possível fazer nada pois teu cérebro gira como uma bola de futebol... Neste exato instante, no momento em que tu estás entre o aqui e o desconhecido, a existência e o nada, na fração de segundo em que a dor não significa nada... Na fração microscópica de segundo em que o teu cérebro ainda funciona...
Neste exato instante dirás:
- Quero mais, quero mais! Foi desgraçadamente bom tudo isso!
No instante exato em que a faca rompe as barreiras da pele e adentra bravamente a barriga, rasgando tudo, lubrificando de sangue seu caminho metálico-cintilante... Neste exato instante em que as tripas se rendem e a dor se atiça, no momento em que as entranhas vêem o mundo externo e a merda se espalha nas cartilagens, nos órgãos, na pele, nos poros... No momento em que a bosta sai de seu ritmo natural rumo ao reto e em que o metal cintilante trepida, esbagaça, embaralha, sacode, arrebenta tudo que tem dentro de teu corpo pré-defunto... Neste exato instante...
No exato instante em que o câncer carcomeu toda a matéria e espalhou-se nos órgãos profundos, levando à longa e dolorosa agonia... Na hora em que o pus se liberta da prisão tumoral que viveu por meses e se espalha levando fetidão ao organismo e correndo nas artérias como um sangue podre, pervertido, corrupto, maldoso, gangrenado, putrefato... No momento em que a dor amiga, que deixou vivo o organismo que já não realizava nada, abandona o corpo e nem nada mais sobra além de podridão... Neste exato instante...
No exato momento em que a morte decepa a tua cabeça e por uma micro-fração de segundo, enquanto teu crânio rola de teu pescoço ao chão em movimentos circulares, de rotação, batendo em peito, barriga, pernas, pés e terra... Neste exato instante enquanto os olhos de defunta cabeça ainda assistem o espetáculo bárbaro de teu fim, quando não é mais possível fazer nada pois teu cérebro gira como uma bola de futebol... Neste exato instante, no momento em que tu estás entre o aqui e o desconhecido, a existência e o nada, na fração de segundo em que a dor não significa nada... Na fração microscópica de segundo em que o teu cérebro ainda funciona...
Neste exato instante dirás:
- Quero mais, quero mais! Foi desgraçadamente bom tudo isso!
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