quinta-feira, 2 de junho de 2011

Arrastões juninos do Boi da Terra

Domingo tem Boi da Terra, do qual tenho a honra de fazer parte como compositor e suposto barriqueiro. Convido a tod@s que gostam de cultura popular a comparecer na Terra Firme. E àqueles que falam muito do popular e da cultura popular, mas referem manter-se um pouco afastado dos bairros periféricos, dessa gente diferenciada que lá habita, sintam-se desconvidados!



Fruto da dissidência de um boi-bumbá mais antigo, o “Boi da Terra” foi fundado em 21 de setembro de 2007 por moradores do bairro da Terra Firme, periferia de Belém. Congrega brincantes, compositores, percussionistas, dançarinos, cantores e a comunidade em geral. Personagens que vêem na cultura popular uma oportunidade de inclusão social e de criação de novas formas de sociabilidade.

A Terra Firme é hoje conhecida como um dos bairros mais violentos da cidade de Belém. Formado por uma série de ocupações desordenadas, aonde os recursos públicos na maior parte das vezes chegam de maneira precária e insuficiente. Neste contexto o Boi da Terra intervém no bairro de modo a constituir formas alternativas de lazer e ao mesmo tempo estabelecer uma relação de valorização das coisas da comunidade. Tem como objetivo maior mostrar que em contextos desfavoráveis é possível criar coisas belas, aumentar a autoconfiança de populações carentes e ao mesmo tempo, com os poucos recursos que possui, agregar a comunidade em atividades culturais que preguem a cidadania e a inclusão social, sobretudo entre os jovens.


Serviço:
Cortejo junino do Boi da Terra pelas ruas do bairro da Terra Firme.
Todo os os domingos de junho, no Bar da Terra, a partir das 15 horas.
Endereço: pass. N. S. das Graças esquina com pass. Comissário.
Com participação de poetas do Extremo Norte e Bloco da Canalha.
Contatos 8874-1720/3253-8301/8860-8666/81160422

terça-feira, 31 de maio de 2011

Tecnobrega

"O que é afinal um gosto elevado, uma arte elevada, uma boa arte? Quem diz o que é ou não é uma boa arte, de onde diz, de que lugar social, por quais meios ele diz? Quem concorda com isso, quem forma a opinião do belo e do feio na sociedade e por que isso ocorre do ponto de vista das divisões internas na sociedade?

Em resumo, a variação de gostos representa por vezes muito mais valores cultuais que propriamente uma análise detida da música em si. Até onde vai o preconceito cultural e social sobre o tecnobrega e até onde vai a análise da estrutura da música? E mesmo na estrutura da música o que determina o que é melhor e pior em se tratando de arte? Que padrões de beleza nos permitem dizer que o tecnobrega não é música, não mereça o critério de música?

Ironicamente em Belém a música vista como 'baixa' é aquela das 'baixadas' da cidade, dos lugares onde mora a população mais pobre de uma maneira geral".


Fragmento de um artigo que escrevi para o site Ponto Zero. Um texto em 4 artes das quais 2 já foram publicadas. Quem quiser ler tudo é só acessar o site.

Restart

Vendo grupos como Restart e similares fazendo sucesso, chego quase à conclusão que o rock'errou!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

By moto-taxi

Da Terra Firme para o Guamá, via Tucumduba, by moto-taxi, ao som de tecnobrega.
Não tem preço!

SONORA AMERICO LEAL

Américo Leal criticando a ação da OAB Pará e chamando a passeata contra a corrupção na ALEPA - Assembléia Legislativa do Estado do Pará - de "caminhada dos tolos".
Pra quem não lembra Américo Leal, que exige neutralidade da OAB, é o mesmo advogado que mostrou o cotoco - literalmente falando! - para militantes do MST na época do julgamento dos assassinos dos 19 de Eldorado do Carajás!
Alguém lembra daquela cena?
Advinhem quem ele está defendendo agora?

domingo, 29 de maio de 2011

Ainda a saudade.

Na genealogia dos sentimentos primários
a saudade é aquele que mais nos ofusca,
hora se apresenta como o desejo do que já foi achado,
hora é o disfarce de uma cega e eterna busca!

Saudade - Um poema antigo, revisitado!

Saudade do que nunca se teve, é vontade.
Saudade do que se teve é não se tem mais, é frustração.
Saudade do que não se quer mais, é vaidade!
Viver com tanta saudade assim, é ambição!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Até quando?

“A Amazônia é a fronteira do bandido. Ou seja, é a regra da selvageria que deve prevalecer, não importa a que custo. No futuro, quando a terra estiver amansada, nós vamos criar ‘mocinhos’ para administrar essa área”

Frase de Delfim Netto, à época do Milagre Econômico. Citado por Lúcio Flavio Pinto em “Amazônia: a fronteira do caos”, p. 141.

Preciso comentar algo sobre esta frase?

TEDx Amazônia - Zé Cláudio Ribeiro Nov 2010 (English subtitles)

Aqui as mais novas vítimas de uma tragédia eternamente anunciada pra quem quiser ouvir no Estado do Pará: José Cláudio Ribeiro da Silva, o Zé Majestade, e sua esposa Maria do Espírito Santo da Silva. O casal morava no Projeto de Assentamento Praia Alta Piranheira, em Nova Ipixuna, Sudeste do Pará e era ativo na resistência contra a invasão de madeireiras e o desmatamento naquela região. Foram assassinados a tiros em uma das vicinais de acesso ao assentamento, na manhã desta terça-feira, 24 de maio.
O Secretário de Segurança Pública disse que não vai tolerar crimes no campo. Que absurdo, o Estado do Pará não só permite como já realizou, veja o caso de El Dourado do Carajás!
Concordo com Cândido Cunha, em seu blog, que os governos do PSDB e do PT foram omissos nas questões de conflito no campo! Esse é mais um exemplo trágico disso!
Esse vídeo é de 2010 e desde lá já se denunciavam as ameaças feitas aos ambientalistas!